Nov 28th, 2007
Estadão espreme Limão nos olhos dos usuários
O Estadão acaba de dar um novo (e desajeitado) passo em sua conturbada relação com a Internet e o ditos modelos monetizáveis da web 2.0.
Após desdenhar o potencial dos blogs colocando em dúvida a capacidade de raciocínio de seus editores, quando, em uma peça publicitária, os comparou com macacos de forma generalista e, posteriormente, tentou um “esclarecimento público” sobre a campanha que só não terminou pior para o veículo pela postura pouco enérgica dos bloggers presentes, o todo poderoso “ão” parece ter executado com precisão milimétrica seu mais novo tiro no pé.

O portal Limão (espremido carinhosamente sob os olhos do usuários) é um desatenta tentativa de aproximação do jornal com o formato dos portais de informação customizáveis pelo usuário. Sem dúvida, um excelente laboratório de testes que já nos dá vários exemplos de como não se deve fazer algumas coisas na Internet.

Analisando sua interface, cheguei à conclusão de que a proposta inovadora acaba não passando de uma confusa e complicada “réplica paraguaia” do Netvibes. Dentre outros tropeços, podemos destacar as opções totalmente ilegíveis do menu em seu estado normal, sendo preciso que o usuário posicione o cursor sobre os botões para poder visualizar o nome dos itens, ou seja, um ingênuo(porém gravíssimo) erro de usabilidade.

Também é possível observar uma notável contradição ao tão defendido princípio do Jornal que diz buscar sempre uma definição clara para linha que divide a relação igreja x estado. Podemos notar peças publicitárias distribuídas entre o conteúdo, sem que haja uma clara distinção dos demais elementos do site.
Por último, os nomes do canais internos poderiam ter sido ao menos pesquisados antes de serem definidos. Isso talvez pudesse evitar a escolha de nomes como o do blog Com Limão.
Parece que o Estadão ainda tem que muito o que aprender sobre a Internet, principalmente no que diz respeito a conteúdo colaborativo e interação com usuários.
Custa-me acreditar que o um dia o “limão nos olhos” possa se transformar em uma saborosa caipirinha.





Durante a noite de ontem, estava refletindo sobre as formas de uso mais extremas que as pessoas vêm dado para as tecnologias web.
De acordo com o Bureau que realiza a auditoria sob a Circulação dos jornais americanos, os números não são nada animadores. No período de um ano, ela sofreu uma retração de 3%, sendo as quedas mais notáveis a do Wall Street Journal (1,5%) e a do New York Times (4,5% nos dias de semana e 7,6% nos finais de semana).